Como gostava de dar-te a mão ao crepúsculo
viver a dois a viagem interminável do Amor
a busca sem fim do amante peregrino perdido na dor
o encontro inesperado com o vazio do trivial opúsculo
Quando o sol se incendeia lançando chamas
cujas faúlhas flutuam sobre o meu corpo nú
a minha alma chora pelo que não reclamas
o meu ser dissolve-se no meu desejo ainda crú.
A janela abriu-se e o crepúsculo entrou
a tua mão não entrelaçou a minha
Soçobrou-me um vento áspero que os meus lábios beijou
abracei-me velando o que não tinha
O teu silêncio alcançou-me frio e indomável
a tua ausência rodeou-me com tentáculos torpes, impassível
O tempo correu atrás do tempo, implacável
e no tempo morri a sonhar o meu amor invencível
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
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Isto é muito bom! Estou speechless...
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